agosto 22, 2010 Publicaciones 1 comentario

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Sigo con la caja que me compré y que me permite completar un agujero en la estantería, por lo menos.

La carrera de Simone arrancó así, de un golpazo. Sin haber cantado jamás profesionalmente, cuando su vida pasaba por los deportes, sitio que había sido su refugio desde la adolescencia, pasa a tener un contrato con la discográfica Odeon por 4 años y tres discos en su año debut. Tenía 23 años y apenas podía ir armando su estilo arriba de los escenarios. Desmarcarse, diferenciarse de las maravillosas nuevas y viejas voces de la MPB no era cosa nada fácil.

Luego de la gira europea que la había llevado a teatros como el Olympia de París, recién se darían las primeras apariciones en vivo en Brasil. Producto del suceso de la gira europea, comienza otra gira, esta sería aún más extensa, 3 meses por Estados Unido y Canadá. Allí cantará en el Madison Square Garden, de una. Esta vez su partenaire será Joao de Aquino y el espectáculo se completaba con un grupo de baile bahiano (Viva Bahia). Como respaldo de ese nuevo tour se edita “Festabrasil” (1974), otro disco pensado para el mercado externo que prácticamente no circuló en Brasil y ahora se reedita por primera vez.image

Es interesante como aún bajo la dictadura, contra todos los males de la censura y clausura política, la efervescencia musical de Brasil no se opacaba ni un poco. Además la música brasileña desde hacía tiempo era un joya apreciada a nivel internacional.

De ese disco, “Oracao de Mae Manininha” de Dorival Caymmi, exponente ineludible de la música bahiana.

(Texto de contracapa do LP ‘Festa Brasil’)

SIMONE image                                                                                           (Simone con su mentor  Hermínio Bello de  Carvalho)
cantora

Ela veio de Salvador, Bahia, para se tornar numa das mais polemicas intérpretes no mundo musical do Brasil. Seu forte temperamento, sua personalidade envolvente foram de grande incentivo para o seu recente lançamento internacional. Seu aparecimento no palco do “Olympia” foi um avassalador sucesso, rapidamente repetido logo a seguir em Bruxellas onde o “Le Soir” a descreveu como: “Uma grande cantora, com sorriso de Madona, felina até a ponta dos seus dedos, uma frágil sensualidade transpirando em cada uma das suas músicas”. Seus discos pela Odeon foram calorosamente recebidos tanto pelo público como pela crítica.

JOÃO DE AQUINO
violão

Para além de ser um incrível guitarrista (Turíbio Santos uma vez escreveu que ele tinha dez dedos em cada mão), ele é também um grande compositor – sua “Viagem” foi a música mais tocada em 1973. Atuando na Alemanha, França e Bélgica ele demonstrou um estilo peculiar de execução, dinâmico, absolutamente brasileiro na sua forma de expressão, de uma voltagem rítmica altíssima. Ele grava para a Odeon e as suas composições aparecem nos repertórios dos mais famosos intérpretes brasileiros e internacionais, como Paul Mauriat.

HERMÍNIO BELLO DE CARVALHO
diretor

Produtor, poeta e conferencista, compositor e também intérprete de música popular bem como produtor de discos. É profundo conhecedor  de Villa-Lobos e tradições musicais brasileiras e autor de um grande número de espetáculos musicais de sucesso, que também foram levados ao palco na Europa. Autor e diretor geral de “Festa Brasil”, assessorado por Marcos Flaksman, responsável pelos figurinos e iluminação do espetáculo.

 “Sambas de roda da Bahia”

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Antes de finalizar 1974 se edita “Quatro Paredes”, su segundo disco. Ya queda claro que el rasgo fuerte de Simone es ese estilo dramático casi único.

Entre los autores que comienzan a desfilar en su repertorio, aparece uno dupla ineludible en la música popular de Brasil, Roberto y Erasmo Carlos. Aquí con “Proposta”, en clima mínimo, como todo el disco. 

 

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Simone …, os bons lps da Odeon

Com menos e dois anos de carreira regular, a bela, alta e expresiva Simone – por nós já incluída como a revelação de 1973, faz seu terceiro lp na Odeon, se considerarmos o álbum que gravou ao lado do cantor Roberto Ribeiro e do violonista João de Aquino, especialmente produzido para a Feira "Brasil Export", em Bruxelas, no ano passado, por Herminio Bello de Carvalho. Neste "Quatro Paredes", Simone impressiona, mais uma vez, por sua voz robusta, de grandes imagens – só comparável a de Maria Bethania – aproximação que, por certo, não deve agradar a intérprete, preocupada em criar uma imagem própria, de muita personalidade. Embora desconhecendo a ficha técnica desta produção, apenas ouvindo-se o lp não temos dúvidas em já [incluí-lo] como um dos melhores do ano, em especial pelo repertório selecionado: "De Frente Pro Crime", de João Bosco/Aldir Blanc abre o lp, onde estão ainda duas outras músicas da mesma dupla: "Fantasia" e a extraordinária "Bodas de Prata" – sem [dúvida] uma das músicas do ano; do violonista João de Aquino, com letras de Paulo Frederico é "Nosso Amor Não Deu em Nada"; de Eduardo Marques/Herminio Bello de Carvalho, "Salamargo"; da nova dupla Cirino/Fred Teixeira, "Baião do Coração"; de Eduardo Marques, "Quatro Paredes"; de Theresa Tinoco, "Desgosto". Das músicas já conhecidas, recriadas por Simone temos: "A Saudade Mata A Gente" (João de Barro/Antonio Almeida), "Proposta" (Roberto Carlos/Erasmo Carlos), "Qui Nem Jiló" (Humberto Teixeira-Luiz Gonzaga) e "Chuva, Suor e Cerveja" (Caetano Veloso).

Poucas vocalistas jovens nos impressionaram tanto quanto Simone. Ouçam e concordarão conosco.

Aramis Millarch, Jornal Estado do Paraná, 26/10/1974

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Written by Juan Echeverria