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Sigo el repaso de esta joyita que es la caja “O Canto da Cigarra nos Anos 70”. Son 11 discos para conocer a Simone como hace mucho no se la re-editaba.

Pasamos al año 1975, año en que Simone graba su tercer disco solista, “Gotas D’Agua”. A pesar del tremendo éxito internacional que significaron su giras por Europa y Estados Unidos, aún era poco conocida para el gran público en Brasil. Aunque ya había sido detectada por los más renombrados músicos y compositores de la MPB, quienes comienzan desde entonces a hacerle llegar sus temas para que los interprete. Así este disco cuenta con la producción compartida de Herminio Bello de Carvalho y Milton Nascimento. Milton aporta en buena media los músicos que solían acompañarlo en aquel entonces, como es el caso de Wagner Tiso. Un buen ejemplo del sonido y estilo de Milton Nascimento es el tema “O trem tá feio”.image

Idolotrada”, de la dupla Milton Nascimento-Fernando Brandt. Simone comienza a ser una de las interpretes clásicas de Nascimento, como ya lo era Elis Regina (no es comparación!)

 "(…) Não tenho dúvidas em dizer que esse disco “Gota d’água”, quinto disco da cantora Simone é uma obra prima (…) É um disco poético, com letras tocantes e interpretação impecável. A qualidade dos músicos da boa safra de Minas. No fundo é um disco de dor, que aborda paixões desencontradas, amores cansados, ambientados sob um clima musical típico da sonoridade dos anos 70’s (…).
Mais uma coisinha, saca o Milton Nascimento brincando de piano e falsete na faixa Gota d’água, um luxo…"

O Náufrago – Paulo Camelo, 13 de março de 2006

El tema que le da nombre al disco (aunque en singular) pertenece a Chico Buarque y participa Milton Nascimento.

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"Simone eu a conheci há menos de três anos. Acho que era uma tarde fria, e a casa onde estávamos ficava em São Bernardo do Campo. Falei em casa, mas era chalé com muita grama em volta. Nós sentamos lá fora, numa dessas mesas de concreto, a "Mescalina" refastelada em meu pé. image
Me lembro de seu carinho em servir-me na boca as trouxinhas de arroz-feijão-carne seca que preparava com as mãos, costume que ela, baiana de Capricórnio, e eu, carioca ariano, aprendemos a cultivar. Fomos então prum canto da casa (tinha lareira? – sei que eu estava meio bebinho de uisque) e então lhe forneci uma leitura nova, interiorizada, do "Voltei pro morro", que a Carmem cantava jogando tudo pelas mãos. Por favor, não é que eu não gostasse; mas eu sentia de outro jeito também. Isso não vem ao caso, afinal.
Mone havia lançado seu primeiro LP há pouco – e coincidiu que andava eu procurando uma cantora para integrar um espetáculo cuja direção me fora confiada. Não alongando a história: escolhi SIMONE ( "Você é louco!" – Uma desconhecida!") e produzi um LP específico para o mercado Europeu – uma preparação de terreno, enfim. O espetáculo foi para a Bélgica, Alemanha e França ( no místico Olympia) a brasilidade do trabalho foi amplamente assumida, era uma espécie de panorama que englobava manifestações populares com outras aculturadas: maculelê, samba-de-roda, bossa nova, candomblé, chorinhos, capoeira. 
O trabalho acabou repercutindo nos Estados Unidos. Voltamos ao Brasil e gravamos outro LP ("Festa Brasil", que deu nome ao novo espetáculo, um pouco reformulado) que, igual ao "A Bruxelles", ficou distribuído só no mercado exterior. Foram 3 meses entre Estados Unidos e Canadá, com a crítica falando sempre da figura morena, de temperos tão fortes. Assim ela foi criando seu nome no exterior – mas e no Brasil? Aqui se começava a falar de SIMONE e o LP "Quatro Paredes" veio colocá-la em evidência junto ao público e à crítica.
Este "Gostas d’água" tem muito a ver com o empoçamento que existe em seu coração. SIMONE é essa lâmina gotejada, ser dividido entre mulher e anjo.
Convidei Milton Nascimento para co-produzir este disco numa busca de soma, num momento em que, tantos se dividem. Porque para nós, Bituca é uma espécie de igreja. Sua admiração por Simone facilitou os trabalhos, e vocês podem observar pela Ficha Técnica a qualidade dos músicos que conseguimos agrupar nesta gravação. De Abel, Dino até o "som imaginário".
Queremos oferecer o que se buscou lá no fundo e o que deixaram vir à tona. Que vocês amem SIMONE, como nós a amamos"

Hermínio Bello de Carvalho

(contracapa do LP ‘Gotas d´água’)

 

El disco fue un salto notable para la carrera de Simone, pero lo que la catapultó a un nivel de masividad  mayúsculo fue su voz en una película del año 1976. La canción se editó en un simple de ese año (incluida como bonus track en la re-edición de Gotas D’agua).

76Mus2a La música de “Doña Flor y sus dos maridos” estaba compuesta por Chico Buarque y el pidió que Simone fuera la voz para la película. En la nota que pongo aquí hay detalles de esa grabación.

La película, tal vez la más popular de la historia del cine brasileño, tuvo repercusión internacional. Yo la vi en aquel momento y la sorpresa fue ver por primera vez un relato en clave de literatura mágica, drama y humor. Además gambeteaba la censura dominante. No sé muy bien por qué fue tan popular en momentos tan oscuros del país, a mi lo que me importaba era que la música era de un músico respetado como Chico Buarque, y no había que perdérsela. Además Sonia Braga era otro atractivo por el que fuimos todos a ver a Doña Flor. En fin, no había modo de salir del cine sin salir tarareando la música de Doña Flor. 

 

 

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Algunas escenas con la música  de Chico Buarque y Simone. Para muchos será ver por primera vez algunas escenas de ese emblema de aquellos años, comienza con la muerte de Vadinho, en plena jolgorio en un pueblito de Bahia.

 

Fin de este período. Hago un salto y vamos a la fatídica, para la música, década de los 80. Sobreponiéndose a los sonidos ochentosos, Simone en 1989 con “O tempo nao para” de Cazuza y una deforme “Aguas de Marzo”. Sin desperdicio. 

Written by Juan Echeverria